Referência a trechos do espetáculo de rua 
“ Rolezinho Político Carnavalesco”, 2014. 

 

 “No imediatismo do mês”, referência ao poema de Naiman, na trilha do espetáculo “Casa de Dolores”, 2005. 

Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, nome e sobre nome, somos nós. 

 

Nós numerosos, críticos, politizando-se. Nós trabalhadores da vida social e fazedores de arte na vida poética que nos constitui como ser social.

 

A Dolores, isso, o Coletivo Dolores é uma Mulher, que faz teatro com os filhos no peito, amamentando, que esbraveja, acalenta, cria, briga, ama e pulsa.

 

Dolores menina faceira, completa em 2015, 15 anos, uma debutante às avessas, que faz mutirão e festa, com cerveja e poesia nas margens do Morro Vermelho e beija sorrindo estrelas e canta canções de ninar sonhando com Carnavais ContraHegemonicos que atravessam portões e cavalarias, desempoçam  vitrines Louis Vuitton, tallhando instituições bancárias e incendiando papéis do agronegócio, enquanto a fogueira esquenta os tambores para o Jongo no terreiro, e, foliões embebidos na farra, banqueteiam-se em vinho, queijos e outros líquidos excitantes. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Somos nós, A Dolores, uma Mãe em incansáveis ocasiões. Agindo

como Mãe, errando como Mãe, admitindo e amando como Mãe,

no imediatismo dos nossos aluguéis, da compra do mês, do cigarro

barato, da cerveja no copo, dos rascunhos nos papéis, dos cafés,

dos poemas, dos amores, da cozinha cheia, dos risos, nas piadas

e nas esquinas que a vida nos opõe. 

 

 

15 ANOS

DE DOLORES

 Referência ao espetáculo “Insônias

de Antonio”, 2009.

A Dolores é um coletivo que abraça o mundo de forma poética, artística e carnavalesca, porque sonha em sambar nas Casas Embebedando-se de Toró,

subir em pés de Bergamotas

e despertar-se do Jornal Nacional,

porque lê os poemas do Piva e faz peça de teatro,

dançam como Sombras Neste Incêndio milita e atua como sujeito periférico,

trabalhador e fazedor de arte que não se deslumbra em Meninos Diamantes

do Indivíduo Individual.

 Referência ao poema “Ele Bebe Toró”, de Luciano

Carvalho, parte do espetáculo “Casa de Dolores”, 2005.

 Referência ao espetáculo “Bonecos Chineses”,

de Caio Fernando Abreu, 2003.

 Referência à música “Noiva da Colina”

de Danilo Monteiro, 2005.

 Referência ao espetáculo “A Saga

do Menino Diamante”, 2009.

 Referência ao espetáculo “Sombras Dançam

Neste Incêndio”, 2007.

 Referência a poema de Nica Maria,

musicado por Fernando Couto,

trilha do espetáculo “Insônias de Antonio”, 2009.

A Dolores nesse último ano, quis ser maior ainda, pariu muitos filhos e muitos sonhos, e como Mãe Dolores que é passou por processos e transformações e como não se pode viver sem Comer, Dormir e Trepar, inventou a Trilogia da Necessidade.

 

Nossas Longas Pernas de Subir Colinas, nos levam por caminhos de lutas, onde nossa poética em comunhão com companheiros que bradam (em oposição) às formas opressoras estabelecidas por instituições financeiras, que clamam revoluções contra Barões, Primeiras Damas da Barbárie e Canapés servidos nas galerias de artes luz fria.

 

Somos uma varanda, vasta, onde debruçam sonhos, inquietações e poesia que transformamos em luta.