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Levamos a apresentação de nossa batucada-cênica para somar na Marcha da Comuna da Terra Irmã Alberta (no sábado 22.07), que completou 15 anos de resistência e muita luta. Importante por tudo que é e representa e também importante elo nesta conjuntura cada vez mais agressiva.

E na última sexta-feira (11/08) participamos do Almanaquy Antropofágico da parceiríssima Cia Antropofágica trocando processos dos próximos espetáculos dos dois coletivos. Valeu a troca!

Também, no final deste mês (27/08) ocorrerá nossa formação aberta pensada com muito afeto sobre Interseccionalidade (gênero, raça e classe), com as parceiras Alessandra Almeida (socióloga, membro dos coletivos Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, Revolta da Lâmpada e do Núcleo de Estudos do Futuro), e Tatiana Nascimento (poeta, cantautora, editora, etc.). Além da formação, teremos a alegria de uma pequena confraternização com a linda voz&violão da Tatiana.  Fiquem atentos que logo-logo sai a divulgação para todas e todos! 

Reflexão Poética

 

Soneto dos tempos mudando

Vejo a aspereza da fumaça no feixe de luz

Que entra pela janela nesse dia ensolarado

Passa-se o tempo e o vento conduz

Um painel de cinza no céu pintado

 

Vai chover e a água levará o dia

Assim como se pudesse o tomar

Num gole da imensidão que surgiria

Em nuvens prontas pra precipitar

 

Tudo muda, camarada - isso é sabido

Da paisagem ao baile da governança

Mas nem tudo, como a chuva é garantido

 

Pois sofrerá o povo nessa dança

E o futuro estará assim perdido

Se aos ratos dão o queijo, por confiança

 

Julho foi um mês de diversas derrotas para a classe trabalhadora. Nós vimos a agenda liberal ganhar espaço e ser legitimada na câmara dos deputados através da aprovação da reforma trabalhista, tal reforma foi aprovada pelo presidente ilegítimo Michel Temer sem nenhum veto. Um quadro que favorece os patrões e prejudica muito os trabalhadores pois invalida diversos direitos garantidos pela CLT ao garantir que o acordado com a empresa diretamente seja o critério de contratação. E muitas outras perdas, como a flexibilização nas definições do trabalho escravo, terceirização da atividade-fim e permissão das demissões em massa.

Como se não bastasse, ainda no fim do mês, início deste que é também conhecido como o "mês do cachorro louco", o ilegítimo canalha presidente da república foi inocentado das acusações por seus lacaios que impediram que o processo de investigação dos diversos crimes cometidos acontecesse. Amarga pensar no "pacote de bondades" bilionário que comprou a casa toda pra impedir a sua investigação. Dinheiro das universidades, da saúde, dos projetos de moradia, da previdência, da pesquisa, da cultura, tudo sendo drenado.

Nós seguimos. Pra muito além deste jogo composto por marionetes representantes de ruralistas, narcotraficantes com foro privilegiado e semi-apóstolos de um deus cristão vingativo. Batucamos e sambamos a canseira dos corpos, tramando a nossa forma de contar a história, cantando nosso sonho de revolução. Um passo apenas e estaremos um passo mais perto da utopia. Um passo apenas e estaremos um passo mais longe dessa desigualdade que causa o genocídio da população preta e periférica.

O que resta ao trabalhador? A revolução?

É necessário parar as máquinas.

É necessário compartilhar justamente os recursos naturais sem exploração predatória.

Desligar a TV.

Olhar a cidade sendo privatizada enquanto mercadorias passam.

Perceber nos produtos que a classe produz, a cara dos trabalhadores.

E tudo ser da classe trabalhadora.

 

Igor Giangrossi