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FESTIVAL DE TEATRO MUTIRÃO

 

Como ato comemorativo dos 15 anos do Coletivo Dolores, aconteceu o III Festival de Teatro Mutirão, que promoveu o encontro de formas organizativas culturais bastante características das periferias da cidade: os saraus. Esta forma artística está na origem do Coletivo Dolores que realizava saraus regulares na casa sede, onde viviam parte dos integrantes do grupo, no Jardim Triana. A influência é tão marcante que gerou o espetáculo Casa de Dolores (2003), uma espécie de teatro-sarau com roteiro fixo. As múltiplas linguagens cênicas presentes nos diversos saraus da cidade, o desafio da retomada e das origens dolorianas, o diálogo com grupos de outras quebradas, a tentativa de perenizar o encontro comemorativo dos 15 anos de (r)existência por meio de totens-poema feitos em metal, são marcas do III Festival de Teatro Mutirão.

 

Os Festivais de Teatro Mutirão começam a adquirir características peculiares quando comparados a outros festivais de teatro. O I Festival por se tratar de uma ocupação artística ininterrupta em praça pública com duração de quinze dias. Lá, os trabalhadores artistas do Dolores moraram em barracas e construíram um monumento de 5 metros de altura, enquanto recebiam espetáculos teatrais, shows musicais, contação de histórias, projeção de vídeos, oficinas, etc.

 

O II Festival, realizado no CDC Vento Leste, sede ocupada pelo coletivo, recebeu grupos teatrais parceiros, e em mutirão, construímos um Jardim de Esculturas a céu aberto, dialogando produções cênicas com objetos perenes. Agora arriscamos outro formato.

 

No III Festival de Teatro Mutirão, três saraus da cidade participaram do ato cênico-poéticoa cada dia. O festival foi realizado em dois dias (sábado e domingo), totalizando seis coletivos, e a inauguração de seis Totens-poema. A iniciativa é de juntar coletivos que se conhecem, mas que não tenham apresentado seus elencos numa atividade conjunta. O local do evento é o CDC Vento Leste. No CDC será realizado um grande sarau conjunto, mais a participação do Coletivo Dolores e público presente, com a inauguração dos totens-poema no parque comunitário de esculturas.

 

Nos últimos anos o Coletivo Dolores opera transformações físicas no CDC Vento Leste por meio de mutirões e do que chamamos Teatro Perene. Por isso, o outrora abandonado terreno converteu-se num parque comunitário com esculturas a céu aberto. O Grupo Clariô de Teatro deu o pontapé inicial ao fixar, junto de seu Barraco de Aço (instalação de 2 x 2,5 metros em aço e ferro) um poema em placa de metal. Trata-se do poema “Favela Fênix”, de Marcelino Freire. Essa instalação semeou a vontade/necessidade de “perenizarmos” mais poetas periféricos espalhados junto às esculturas coletivas do CDC Vento Leste.

 

As frases totemizadas foram definidas por cada sarau e eternizadas em chapas de aço de mais de 150kg. Assim, mais seis poemas perenes compõem o terreno na periferia. 

 

I Festival de Teatro Mutirão - 2013

 

II Festival de Teatro Mutirão - 2014

 

III Festival de Teatro Mutirão - 2015

Mutirão de jardinagem na Praça do Elefante

Processo de construção do Monumento ao trabalhador

VÍDEO //

"I FESTIVAL TEATRO MUTIRÃO"

Vídeo produzido por Flávio Galvão.

VÍDEO - MATÉRIA TVT //

"I FESTIVAL TEATRO MUTIRÃO"

Matéria da TVT sobre a ocupação cultural da Praça de Artur Alvim. 

Setembro, 2012.

VÍDEO //

"III FESTIVAL TEATRO MUTIRÃO"